quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Clamados pelo obscuro
Lado a lado adentram em seus devaneios.
Os pensamentos se jogam ao fundo
Gosto amargo, sons azedos.
Estridentes toques...
Tudo se cala, silêncio se converte em espera.
A espera que vem, que foge
Mas que persevera até o limiar da morte.
Ao fundo, avista-se a luz
Da mesma que cega... agora corremos para nos queimar.
O fogo arde em chamas,
Mas as chamas, caladas, põem-se a gritar.
Gritos ensurdecidos,
Mas que logo se calam.
Nada de dor, nada de ardor
Sem arrependimentos.
A luz não mais os cegam,
A luz não mais os queimam.
Por fim o som sereno da vida
Da chegada, retomada em partidas.
De gosto doce
E cores vivas...
Uma escuridão se cria
Não mais de agonias
Pois agora, resta alegria.
Alegrias solitárias,
Por si só unidas
Suas almas partilhadas
Ainda sim adormecidas.
Retornam a essência de um todo,
Repleta de seus mais mesquinhos desejos
Harmoniosos com seus desesperos...
Não mais lutarão,
Sobriedade ao longe parece ressurgir
Mas logo se pende a cair...
Cair para onde se não aos seus devaneios?




"Que Meus devaneios se entrelaçem aos teus"

- Hargor para Hysha