Sinto-me uma cobra velha: "arranco minha pele e começo de novo". Até pode ser, mas ultimamente não seria mais propício "destilar o meu veneno"?. É, ele se apossou incrivelmente das minhas entranhas e já me sinto sufocada... basta uma mordida NHAC, que o veneno sai pelas beiradas? Acho que algumas dezenas.. centenas de vezes... sei lá, vai saber o que sussega a fome...
Enfim, semana podre, mês podre. Que outubro acabe logo, por favor! Ah tá... acabou e ninguém me avisou, obrigada. Já não mais aguento mesmo a chuva chata do final de semana, os tênis enxarcados que eu (ainda) tenho preguiça de limpar, a fome de cada hora que não me livro, o tiozinho da praça gritando "CD DVD, CD DVD". Não aguento mais meu humor negro e egoísta, a falta de discernimento, de arrumar qualquer motivo idiota pra nao abrir os livros (mesmo que ver lavanderia MTV) ou olhar pra dispensa e achar só miojos.
To confusa, conturbada. Eu grito então, idiota "cadê as palavras?".
Acho que preciso de uma dose. Aliás, ultimamente tem me aparecido muitas delas... dose disso, dose daquilo... "mais uma dose sem originalidade. quem tá afim?" É mais um idiota bebendo do seu copo de requeijão, injetando aquela droga imunda e se achando íncrivel por isso. Que nojo... que nojo da cegueira da mediocridade que respinga da sua própria veia em mim. Em mim e em vc, não se esqueça.
To cansada. Pareço o pior de mim hoje, ontem, amanhã. O pior de mim até aqui... nessas incoerentes palavras... Pois eu senti o gosto da frustração, do arrependimento.. e dps? O desejo de vingança. Dessa vez num prato quente para a língua queimar lentamente. Do lado o prato frio da ignorância, dos erros e das perdas. Da minha covardia sem retundância. Como eu queria voltar, oh sim, voltar pra LÁ. Deixa o prato quebrar e depois cair. Mas os caquinhos são duros e afiados demais, não consigo segurar, entenda. Bem que eu podia refazê-los então? Só se for um novo prato, pois esse já não suporta o peso da minha descrença... em ti, em mim, em nós. Na pobre fé que de culpa não tem nada.
Argh, que novembro acabe logo... já to cansada. Vou voltar a dormir.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
"E na volta do motel ela pergunta a ele:
- Por que não podemos viajar no próximo final de semana, amor?
- Vou estar muito ocupado, meu bem.
- Por que? Reunião no trabalho?
- Não... é q no domingo eu vou me casar..."
E quem está livre do lixo escrotal? Mostre-me um só ser e eu lhe atirarei rosas...
- Por que não podemos viajar no próximo final de semana, amor?
- Vou estar muito ocupado, meu bem.
- Por que? Reunião no trabalho?
- Não... é q no domingo eu vou me casar..."
E quem está livre do lixo escrotal? Mostre-me um só ser e eu lhe atirarei rosas...
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Eu "ainda" quero um romance de filme europeu...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Uma dose? Infinitas doses...
"Pelas suas entrelinhas sinto-me voando como as andorinhas... nas canções inatingiveis, na imperfeição da minha vida... no orvalho da rosa, quem me dera. Bem-vindos à primavera."
Não diria que dois meses pareçam fazer muita diferença. Não comparados a uma vida inteira pelo menos.
A minha falta aqui me fez falta. E no meu caso, esses "dois meses" tiveram marcas siginifcativas na minha vida, acho. O que eu poderia beber? Os sabores sentidos foram intensos... mas eu diria que os amargos sobressaltaram mais. Bleh. Talvez porque eu tenho uma necessitade intrínseca de sentí-los. E COMO senti. Dois meses podiam passar voando, sem nem reparar-se nas pequenas folhas que caem no nosso quintal. Dois meses podem extravazar sem direção, um grande amor... ou uma grande decepção. Dois meses, vidas abrem seus olhos pro mundo... e outras tantas se fecham num segundo.
Bom, os meus dois (eu diria quatro na verdade) foram inrustídos de caos, mesmo que eu tenha dado atenção especial para a cama. Mas os sonhos pularam dela... e angústias nasceram, dores sofreram (ou foram sofrídas, se preferir), amores se foram, lembranças marcaram, muros se criaram, corpos se descobríram, experiencias nunca sentidas surgiram, horizontes únicos se abriram. E minha alma? Mais dúbia e cheia de vazios perdura.
Enfim, essa "retomada" no blog (pode-se fazer um drama básico não?) não poderia simplesmente não chegar tão melancólica (sem nem ao menos relatar os porquês) e subjetiva? hahaha Não pode não! E contentem-se com ela como ela gosta, oras.
Mas não esqueçam agora. Com ela vem de acompanhamento um sorriso. Oh! meio tímido, confesso. Mas contente por sentir-se livre, e desajeitadamente sincero.
(Realmente evito postar qualquer outro texto aqui que nao seja escrito por mim. Aliás, nem lembro de ter feito isso. Mas esse poema do fodão Fernando Pessoa cai como uma luva... Um dos meus prediletos, pois é.)
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Não diria que dois meses pareçam fazer muita diferença. Não comparados a uma vida inteira pelo menos.
A minha falta aqui me fez falta. E no meu caso, esses "dois meses" tiveram marcas siginifcativas na minha vida, acho. O que eu poderia beber? Os sabores sentidos foram intensos... mas eu diria que os amargos sobressaltaram mais. Bleh. Talvez porque eu tenho uma necessitade intrínseca de sentí-los. E COMO senti. Dois meses podiam passar voando, sem nem reparar-se nas pequenas folhas que caem no nosso quintal. Dois meses podem extravazar sem direção, um grande amor... ou uma grande decepção. Dois meses, vidas abrem seus olhos pro mundo... e outras tantas se fecham num segundo.
Bom, os meus dois (eu diria quatro na verdade) foram inrustídos de caos, mesmo que eu tenha dado atenção especial para a cama. Mas os sonhos pularam dela... e angústias nasceram, dores sofreram (ou foram sofrídas, se preferir), amores se foram, lembranças marcaram, muros se criaram, corpos se descobríram, experiencias nunca sentidas surgiram, horizontes únicos se abriram. E minha alma? Mais dúbia e cheia de vazios perdura.
Enfim, essa "retomada" no blog (pode-se fazer um drama básico não?) não poderia simplesmente não chegar tão melancólica (sem nem ao menos relatar os porquês) e subjetiva? hahaha Não pode não! E contentem-se com ela como ela gosta, oras.
Mas não esqueçam agora. Com ela vem de acompanhamento um sorriso. Oh! meio tímido, confesso. Mas contente por sentir-se livre, e desajeitadamente sincero.
(Realmente evito postar qualquer outro texto aqui que nao seja escrito por mim. Aliás, nem lembro de ter feito isso. Mas esse poema do fodão Fernando Pessoa cai como uma luva... Um dos meus prediletos, pois é.)
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
domingo, 27 de julho de 2008
O doce e o amargo.
O vinho e a água.
Meu silêncio e as palavras.
O medo e a razão.
O vento e a montanha.
Meus pés... sem chão.
A fome e a sede.
A ânsia do desejo
Minhas lágrimas... o azedo.
O delírio da febre
A morfina e a cicuta.
Minha vida... a sua.
O amor e o ódio.
O ódio e o amor.
Deixo-te o amor, fico com o ódio.
Fico só.
O vinho e a água.
Meu silêncio e as palavras.
O medo e a razão.
O vento e a montanha.
Meus pés... sem chão.
A fome e a sede.
A ânsia do desejo
Minhas lágrimas... o azedo.
O delírio da febre
A morfina e a cicuta.
Minha vida... a sua.
O amor e o ódio.
O ódio e o amor.
Deixo-te o amor, fico com o ódio.
Fico só.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Uma dose de Ópio
“Saltei num instante para cima do armário que pesava sobre o meu corpo imóvel e frágil; de início sentia dor, o olhar profundo e saltado como quem dissesse ‘vou fugir agora’; minhas mãos socavam o chão até a pele não mais sentir a fúria dele e nem os calos latejantes; e minha boca a voz do silêncio, ecoando absurdamente sem espaço no quarto; meus pensamentos primordiais de agonia e desespero foram sufocados pelo prazer da dor que consumiu todo tempo/espaço existente ou ‘inexistente’ em minha mente; a saliva gotejava pelo canto da boca com mais saciedade que nunca e as lágrimas revestidas em suor circulavam minha face branca e pálida, anestesiando cada centímetro da minha nuca; o cabelo comprido, liso, se confundia entre as costas molhadas, lembrando leves traçados num quadro vazio, pingos escuros de chuva lambuzavam o tracejo; eram minhas pintas, sim, as pintas, minhas marquinhas únicas de sabor chocolate derretido. Passei a crer na inexistência daquele momento, precisaria fecundá-lo, mas não o queria; queria sim permanecer imóvel, só e intocada, como a mata virgem de nuvens brancas no céu; um mar de algodão-doce, eu supunha; ‘ai q vontade de comê-las!’. Dei por mim que a febre fazia-se presente; espiava a porta trancada do armário, sem conseguir me aproximar; era distante, não, não; eu não podia entrar. O fluxo da vida corria ali dentro e eu o temia. Sentia-me num vôo tímido de filhote pousando no algodão-doce, o mesmo que despertara meu desejo mais primário; a gula. Seu cheiro ecoava folha seca, inalava juventude e corrompia o medo; eu disse pra ele ‘tenho dezessete anos e sobre ti quero repousar até os dezoito. Ainda não sei nada aqui de fora, mas quero fundar minha escada de madeira dentro de ti, escada exclusiva para o meu uso, subirei de pés descalços, moribunda, com uma saúde até meio debilitada; escada essa de madeira, pra caso desgostar dos degraus, poder trucidá-los e um novo devorar. Subirei desnuda, fedida, sem cheiro de morte, como sai do ventre de outra mulher e vim ao mundo, forçando suas pernas, para olhar para aquele pedaço de terra, chorar..e não ser ouvida. Senti-me um profeta diante da fechadura. Não aquele que olha pro sol e não se cega com seus raios, mas o que tem medo deles e cega-se de luz! Olha pro fruto que come e tenta achar o sabor amargo que não conseguia mais degustar; Eu posso! Eu entro! Desci cuidadosamente do armário e me pus a sentir a brisa que saia pelos furinhos da porta; o zumbido do meu ninho, do meu cata-vento; eu seria o profeta de minha própria história, divagando entre as paredes escuras e construiria a minha escada; a minha escada; a minha. Olhei então para os meus olhos esvaecidos e fiquei confusa; onde estaria a chave? Aquela que abriria a porta pra minha saudade, pras pestes adormecidas, pro ácido verminoso do meu peito. Eu tinha simplesmente forjado a armadura, o livro, a insanidade, o punho dolorido, A escada; e gritei sem som algum: Aqui ninguém nunca entrará!”
domingo, 29 de junho de 2008
A rosa.
Entrou como quem não quisesse nada,
Chegou silente.
Com o olhar tímido para mim.
Sentou-se e ali ficou,
De cabeça baixa.
Os olhos q estavam cobertos pelos cabelos escuros e revoltos,
Agora lentamente se punham aos meus.
Então eu pude enxergar,
Por entre a caverna escura dos seus pensamentos
E ali, entre as rosas dançantes do seu jardim,
Eu docemente pude me despir."
Chegou silente.
Com o olhar tímido para mim.
Sentou-se e ali ficou,
De cabeça baixa.
Os olhos q estavam cobertos pelos cabelos escuros e revoltos,
Agora lentamente se punham aos meus.
Então eu pude enxergar,
Por entre a caverna escura dos seus pensamentos
E ali, entre as rosas dançantes do seu jardim,
Eu docemente pude me despir."
terça-feira, 13 de maio de 2008
“Houve uma época em nossas vidas em que estávamos tão próximos, que nada parecia obstruir nossa amizade e fraternidade e apenas uma pequena ponte nos separava. Quando você ia subir na ponte, eu lhe perguntei: ‘Você quer atravessar a ponte até mim?’ Imediatamente, você deixou de querê-lo e, quando repeti a pergunta, você ficou silente. Desde então, montanhas, rios torrenciais e o que quer que separe e aliene interpuseram-se entre nós e, mesmo que quiséssemos nos reunir, não conseguiríamos. Agora, ao pensar no pontilhão, você perde as palavras e soluça e se maravilha.”
terça-feira, 6 de maio de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
Do carinho de muleque, aprendi contigo.
Do sotaque engraçado, me soando risos.
És o garoto das melodias inquietas,
Do fulgor sentido.
Janela da alma,
Além do que os simplórios podem enxergar
Tocar-lhe sim, com cuidado...
Pois as vidraças podem se estraçalhar.
Amigo do peito,
Do anseio, de chegar.
Toda ventura será tua, pode esperar.
És pequeno aos olhos pulsantes
Gigante em coração.
De jeito inquieto, tímido.
És o brilho dos jovens diamantes.
Do sotaque engraçado, me soando risos.
És o garoto das melodias inquietas,
Do fulgor sentido.
Janela da alma,
Além do que os simplórios podem enxergar
Tocar-lhe sim, com cuidado...
Pois as vidraças podem se estraçalhar.
Amigo do peito,
Do anseio, de chegar.
Toda ventura será tua, pode esperar.
És pequeno aos olhos pulsantes
Gigante em coração.
De jeito inquieto, tímido.
És o brilho dos jovens diamantes.
domingo, 30 de março de 2008
Levantou-se lentamente e olhou para o espelho emoldurado de madeira velha ao lado da cabeceira. Estava com uma camisola branca de cetim que os anos haviam deteriorado. Mas gostava dela, era confortável e cheirosa. Viu aquela imagem fatigada na sua frente, cabelos revoltos, braços finos e alguns arranhões. Percebeu que brilho constante do seu olhar já não mais ofuscava como antes e se inebriou. Desejou ser invadida. Cansada de olhar pra dentro de si mesma, arrancou a camisola e voltou correndo pros lençóis. Nada como dormir sozinha, pensou.
quinta-feira, 13 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Clamados pelo obscuro
Lado a lado adentram em seus devaneios.
Os pensamentos se jogam ao fundo
Gosto amargo, sons azedos.
Estridentes toques...
Tudo se cala, silêncio se converte em espera.
A espera que vem, que foge
Mas que persevera até o limiar da morte.
Ao fundo, avista-se a luz
Da mesma que cega... agora corremos para nos queimar.
O fogo arde em chamas,
Mas as chamas, caladas, põem-se a gritar.
Gritos ensurdecidos,
Mas que logo se calam.
Nada de dor, nada de ardor
Sem arrependimentos.
A luz não mais os cegam,
A luz não mais os queimam.
Por fim o som sereno da vida
Da chegada, retomada em partidas.
De gosto doce
E cores vivas...
Uma escuridão se cria
Não mais de agonias
Pois agora, resta alegria.
Alegrias solitárias,
Por si só unidas
Suas almas partilhadas
Ainda sim adormecidas.
Retornam a essência de um todo,
Repleta de seus mais mesquinhos desejos
Harmoniosos com seus desesperos...
Não mais lutarão,
Sobriedade ao longe parece ressurgir
Mas logo se pende a cair...
Cair para onde se não aos seus devaneios?
"Que Meus devaneios se entrelaçem aos teus"
- Hargor para Hysha
Lado a lado adentram em seus devaneios.
Os pensamentos se jogam ao fundo
Gosto amargo, sons azedos.
Estridentes toques...
Tudo se cala, silêncio se converte em espera.
A espera que vem, que foge
Mas que persevera até o limiar da morte.
Ao fundo, avista-se a luz
Da mesma que cega... agora corremos para nos queimar.
O fogo arde em chamas,
Mas as chamas, caladas, põem-se a gritar.
Gritos ensurdecidos,
Mas que logo se calam.
Nada de dor, nada de ardor
Sem arrependimentos.
A luz não mais os cegam,
A luz não mais os queimam.
Por fim o som sereno da vida
Da chegada, retomada em partidas.
De gosto doce
E cores vivas...
Uma escuridão se cria
Não mais de agonias
Pois agora, resta alegria.
Alegrias solitárias,
Por si só unidas
Suas almas partilhadas
Ainda sim adormecidas.
Retornam a essência de um todo,
Repleta de seus mais mesquinhos desejos
Harmoniosos com seus desesperos...
Não mais lutarão,
Sobriedade ao longe parece ressurgir
Mas logo se pende a cair...
Cair para onde se não aos seus devaneios?
"Que Meus devaneios se entrelaçem aos teus"
- Hargor para Hysha
domingo, 27 de janeiro de 2008
Só.
Eu to aqui. To sim.
Você não me vê, mas eu to sim.
To do lado esquerdo, na contramão,
Os sinais me impedem de continuar.
To na direção oposta do teu coração,
To sim.
Queria seguir o caminho maluco, insólito,
Colar meus pés na lama, rolar na lama, dormir nela.
Com você, meu bem.
Você corre, mas eu to aqui.
Você me quer também, mas não sabe pra onde ir
Eu te mostro o caminho,
Eu pego a sua mão e te levo, agora
Diz de novo, eu te amo
Eu não escuto mais as batidas,
Quero meu coração de volta, por favor
Você nunca o escutou mesmo.
Você não entende ainda o que é amor
E nem quis aprender
Mas eu te ensinaria sim, quantas vezes você pedisse.
Estranho isso, eu me sinto pra fora.
Pra onde ir? Ainda não sei correr
Estou cansada por fim.
Estrada perigosa essa,
Mas eu to aqui ainda. To sim.
Você não me vê, mas eu to sim.
To do lado esquerdo, na contramão,
Os sinais me impedem de continuar.
To na direção oposta do teu coração,
To sim.
Queria seguir o caminho maluco, insólito,
Colar meus pés na lama, rolar na lama, dormir nela.
Com você, meu bem.
Você corre, mas eu to aqui.
Você me quer também, mas não sabe pra onde ir
Eu te mostro o caminho,
Eu pego a sua mão e te levo, agora
Diz de novo, eu te amo
Eu não escuto mais as batidas,
Quero meu coração de volta, por favor
Você nunca o escutou mesmo.
Você não entende ainda o que é amor
E nem quis aprender
Mas eu te ensinaria sim, quantas vezes você pedisse.
Estranho isso, eu me sinto pra fora.
Pra onde ir? Ainda não sei correr
Estou cansada por fim.
Estrada perigosa essa,
Mas eu to aqui ainda. To sim.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Semana triste, amarga. Semana que se guarda. Semana escura, em luto. Sem fim, no fim.
Pessoas queridas se vão e a tristeza de quem as ama fica. Fica e perdura. A lembrança dos almoços de domingo, dos abraços carinhosos e da recepção calorosa. A doce Fátima com seu sorriso de anjo, te acariciando com as palavras. O bom humorado Tarcisio com piadinhas descontraídas e um olhar maroto. O sorriso deles se inclinando sobre o outro. Um amor lindo, tranquilo. Te contagia apenas de olhar e te chama a chegar perto. Suas almas graciosas e bondosas se entrelaçaram em vida, e agora estão juntas no céu, pra sempre.
Vão em paz meu tios queridos. Que vocês possam descansar um ao lado do outro. A saudade fica e meu coração tá em luto. As palavras bastam por aqui, porque não são necessárias.
É o que sai de mim nesses dias. Grande perda pra todos que os amaram. Um buraco fundo. Nossa semana triste e insana.
Pessoas queridas se vão e a tristeza de quem as ama fica. Fica e perdura. A lembrança dos almoços de domingo, dos abraços carinhosos e da recepção calorosa. A doce Fátima com seu sorriso de anjo, te acariciando com as palavras. O bom humorado Tarcisio com piadinhas descontraídas e um olhar maroto. O sorriso deles se inclinando sobre o outro. Um amor lindo, tranquilo. Te contagia apenas de olhar e te chama a chegar perto. Suas almas graciosas e bondosas se entrelaçaram em vida, e agora estão juntas no céu, pra sempre.
Vão em paz meu tios queridos. Que vocês possam descansar um ao lado do outro. A saudade fica e meu coração tá em luto. As palavras bastam por aqui, porque não são necessárias.
É o que sai de mim nesses dias. Grande perda pra todos que os amaram. Um buraco fundo. Nossa semana triste e insana.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Volta?
2008 já. Dois meses fora do ar. argh. Claro que a minha tentativa de escrever periodicamente deu com os burros n'agua. Por que eu sempre faço isso? Parece que tudo me cansa rápido. Ou quase tudo. Mas nem foi esse o caso. Não me cansei do blog, apenas "dei um tempo". vestibular... festas... sem tempo de dedicação... Não são desculpas, mas não estava com ânimo mesmo. A inspiração ainda ta aqui e a vontade também. Mas faltou empenho. Agora tou eu aqui sentada, cansada. Desanimada e inquieta. Querendo extravazar! Mas cadê os amigos? os bofes? as festas? cade a vodka? Não tem. Tou meio sem rumo... vou ter q fazer cursinho um ano inteiro pra passar no vestibular....isso me deixa deprimida. Tou trabalhando, durmindo o que posso... e com o coração inquieto. Adianta aquieta-lo? Até hoje nao me adiantou. Deixa-o assim. Preciso de calor humano acho. Mas não esse calor superficial que normalmente as pessoas me passam. O que eu quero não se acha num estalar de dedos puff. Preciso parar de me incomodar com o que não vale a pena. Preciso parar de me frustrar. Sou filósofa por natureza. Psicologia barata essa? 2007 eu vi mais claramente o que tou me tornando ou o que ja me tornei, com varias mudanças ainda, claro. Isso me alegra e me assusta ao mesmo tempo. Minha tão presada liberdade e livre arbítrio ainda me prendem. O que me parece livre ainda me deixa presa e o que querem que eu me prenda, eu me liberto. Vai saber. Matutei e matutei mas não cheguei a muitos lugares. Fora os rodeios q minha mente deu. Ah sim! Mudanças. Bah.. foram bastantes, serão bastantes. Quem sabe eu me mude, quem sabe eu viaje ou fique por aqui mesmo. Quem sabe eu case... ou compre uma bicicleta?
Não tenho nenhuma certeza agora. É um momento de transições... de lembranças e de decisões. Já nao sou mais uma menininha. Não como eu poderia ser ainda. Porque eu preciso e quero mais. Dar voôs mais altos do que parece possível, mesmo que eles saiam do meu controle. Os rasantes eu deixo pros outros!
Vou voltar a caixa de chocolates.
Não tenho nenhuma certeza agora. É um momento de transições... de lembranças e de decisões. Já nao sou mais uma menininha. Não como eu poderia ser ainda. Porque eu preciso e quero mais. Dar voôs mais altos do que parece possível, mesmo que eles saiam do meu controle. Os rasantes eu deixo pros outros!
Vou voltar a caixa de chocolates.
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