sexta-feira, 31 de outubro de 2008

(In)Dosada.

Sinto-me uma cobra velha: "arranco minha pele e começo de novo". Até pode ser, mas ultimamente não seria mais propício "destilar o meu veneno"?. É, ele se apossou incrivelmente das minhas entranhas e já me sinto sufocada... basta uma mordida NHAC, que o veneno sai pelas beiradas? Acho que algumas dezenas.. centenas de vezes... sei lá, vai saber o que sussega a fome...

Enfim, semana podre, mês podre. Que outubro acabe logo, por favor! Ah tá... acabou e ninguém me avisou, obrigada. Já não mais aguento mesmo a chuva chata do final de semana, os tênis enxarcados que eu (ainda) tenho preguiça de limpar, a fome de cada hora que não me livro, o tiozinho da praça gritando "CD DVD, CD DVD". Não aguento mais meu humor negro e egoísta, a falta de discernimento, de arrumar qualquer motivo idiota pra nao abrir os livros (mesmo que ver lavanderia MTV) ou olhar pra dispensa e achar só miojos.
To confusa, conturbada. Eu grito então, idiota "cadê as palavras?".

Acho que preciso de uma dose. Aliás, ultimamente tem me aparecido muitas delas... dose disso, dose daquilo... "mais uma dose sem originalidade. quem tá afim?" É mais um idiota bebendo do seu copo de requeijão, injetando aquela droga imunda e se achando íncrivel por isso. Que nojo... que nojo da cegueira da mediocridade que respinga da sua própria veia em mim. Em mim e em vc, não se esqueça.
To cansada. Pareço o pior de mim hoje, ontem, amanhã. O pior de mim até aqui... nessas incoerentes palavras... Pois eu senti o gosto da frustração, do arrependimento.. e dps? O desejo de vingança. Dessa vez num prato quente para a língua queimar lentamente. Do lado o prato frio da ignorância, dos erros e das perdas. Da minha covardia sem retundância. Como eu queria voltar, oh sim, voltar pra LÁ. Deixa o prato quebrar e depois cair. Mas os caquinhos são duros e afiados demais, não consigo segurar, entenda. Bem que eu podia refazê-los então? Só se for um novo prato, pois esse já não suporta o peso da minha descrença... em ti, em mim, em nós. Na pobre fé que de culpa não tem nada.

Argh, que novembro acabe logo... já to cansada. Vou voltar a dormir.